A Igreja Católica no mundo todo celebrou nesta quinta-feira, 26 de maio, a Solenidade de Corpus Christi. Essa festa surgiu no século XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258), que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra à Sagrada Eucaristia.
A Festa de Corpus Christi é a celebração em que, solenemente, a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às ruas. Nessa festa, os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio para a alma das pessoas.
Centenas de fiéis, durante todo o dia, vieram ao Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu para participarem de momentos de oração e adoração. Ao final do dia, padre Aureo Nogueira, reitor do Santuário, presidiu a Solene Celebração Eucarística de Corpus Christi, concelebrada pelos vigários paroquiais, padre Marco Antônio e padre Marcus Aurélio.
Em sua homilia, padre Aureo destacou a importância desta celebração para a Igreja. “Aqui viemos hoje, de vários modos, tantos lugares, com experiências diversas e bonitas, também sofridas, eu sei, para celebrar, celebrar esta festa da vida, a festa do encontro, a festa de um Deus amoroso que quis deixar como grande marca da sua presença, aquilo que nos toca universalmente, a mesa, a refeição, o encontro”, disse.
Durante sua reflexão, o reitor falou ainda que não existe nenhum dinheiro, nenhuma teoria, nenhum sistema que possa ser mais precioso do que a simplicidade, mas a profundidade, desta celebração, “porque nela nós podemos tocar pelo rito, o amor profundo que o Filho de Deus nos ensinou, o amor que Ele experienciava com o Pai, o amor que o espírito fecundou no coração d’Ele, o amor que Ele derramou com toda sua existência, fazendo de toda sua vida este sinal do pão e do vinho”.
“Por isso hoje somos chamados, de modo especial, a celebrar o louvor deste grande sacramento, o sacramento que a Igreja chama de fonte e cume de toda a vida cristã. Se tem uma fonte para nossa vida cristã, esta deve ser a Eucaristia. Se tem uma meta a se atingir na vida cristã, esta é a Eucaristia. Nela está todas as lições para nossa vida, a Eucaristia. O memorial da vida, da morte e ressurreição de Cristo.”
Ao final de sua homilia, padre Aureo destacou, lembrando as pregações do Papa Francisco, que a fome do outro é problema de cada um de nós. “A fome não é de Deus, é problema do egoísmo humano, de má distribuição das coisas, de sistemas perversos que nós criamos”, disse.
E concluiu: “Há uma possibilidade de romper com isso. Somos capazes de multiplicar os cinco pães e dois peixes que temos. E todos temos! Pode parecer impossível um só para resolver os problemas. Mas se cada um coloca o pouco que tem, o milagre acontece.”
Após a Missa, os fiéis saíram em procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas do bairro. Durante o trajeto, padre Marco Antônio e padre Marcus Aurélio concederam bênçãos especiais. Padre Marco rezou sobre o Brasil, a cidade de Belo Horizonte e toda Arquidiocese, para que a Igreja seja mais unida e missionária. Em frente o Centro de Evangelização e Obras Sociais São Judas Tadeu, padre Marcus lembrou da importância desse espaço para as ações sociais do Santuário e concedeu sua benção sobre todas as pessoas atendidas durante esses anos de assistência social.
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