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Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu

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Não costumamos nutrir grande carinho pelas pessoas que se revelam peritas em boicote. Estamos rodeados de todo o tipo de pessoas no nosso dia-a-dia. Temos as pessoas bonitas, que se nos aparecem vestidas de luz e de alegria. Temos as pessoas-seca. Que são aborrecidas por natureza (incluindo o tom de voz). Temos as pessoas-nuvem. Que só estão bem a tapar a luz dos outros. Temos as pessoas-faísca. Que só estão bem a atear fogos onde já só havia cinzas. Temos as pessoas-indiferentes. Não está ali. Nem aqui. Nem em lugar nenhum. Temos as pessoas-paz. Que quando aparecem acalmam os ânimos de quem está exaltado e sossegam o ambiente. A lista poderia continuar. No entanto, gostava de a terminar, referindo um último tipo de pessoas. As pessoas-boicote. São, de facto, as mais misteriosas e as menos compreensíveis. Normalmente, as pessoas-boicote não querem fazer nada. Ou, então, preferem iludir os outros com as suas falsas-ações embrulhadas num papel bonito e colorido. Que desvie a atenção das suas verdadeiras intenções: nenhumas.

As pessoas-boicote não gostam do sucesso alheio e preferem, até, que o mundo acabe amanhã para confirmar as suas teorias de boicote mais profundo. Não são empáticas, não se revelam, não tencionam ver o que está para além da pele dos outros. Gostam, especialmente, de criticar todas as coisas boas e positivas. Ou de encontrar um lado negativo e escuro para tudo o que tem luz.

As pessoas-boicote passeiam-se pelos dias como quem vagueia, sem lhes acrescentar nada e sem reconhecer que há quem possa querer tornar este mundo num lugar melhor. Sobrolho franzido. Nariz ligeiramente levantado e um dedo em riste para apontar qualquer defeitozinho que o mundo (ou os outros) possam ter.

As pessoas-boicote vivem num aquário de queixas que alimentam diariamente. Como quem dá pedacinhos de pão a peixes.

Pois é. As pessoas-boicote não somos nós. Nós não nos queixamos. Não ateamos conflitos. Não criticamos quem faz melhor que nós. Não andamos por aí à deriva. Não vemos lados negativos. Não ignoramos os que nos passam ao lado. As pessoas-boicote não somos nós…

Ou seremos?!

Marta Arrais
iMissio

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