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Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu

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Chão de Dentro Online: confira a reflexão “Testemunhas do Tempo”, por Samantha Guedes

Samantha Guedes – Pastoral da Cultura do Santuário

Nas reflexões mensais do nosso Projeto Chão de Dentro, tínhamos sempre um tema para nortear os encontros. Antes mesmo de a crise sanitária nos assolar com o perigo da pandemia, a minha intuição era que pudéssemos conversar mais sobre o tempo. Pois bem, o tema do mês de março já estava escolhido, mas agora, ganha um peso maior por tudo aquilo que estamos passando e que já serve de aprendizado.

Quantas vezes deixamos de fazer várias coisas, porque a desculpa era sempre que não tínhamos tempo? E agora reclamamos que ele não passa. Nunca como antes estamos podendo sentir, demoradamente, o que talvez há muito negligenciamos: um abraço, uma refeição em família, um diálogo mais atencioso.

Se por um lado a sensação é de que ficamos “sem chão”, a necessidade de visitar o chão da alma, nunca foi tão urgente e reveladora da nossa pequenez. No entanto, escancarando as nossas fraquezas e dificuldades, inclusive, de relacionamento, colocamo-nos mais perto da verdade, tantas vezes escondida nas atribulações do cotidiano. Podemos nos desnudar da vaidade e reconhecer como temos sido egocêntricos, egoístas, individualistas, arrogantes.

Em poucos dias de recolhimento, ficamos perplexos de uma hora para outra, com um paradoxo que já não dávamos conta de perceber sem essa parada obrigatória: a tecnologia se sobrepondo aos relacionamentos presenciais. Antes tínhamos o celular e as pessoas, mas dedicávamos uma atenção exacerbada ao primeiro. Agora, nunca sentimos tanta saudade da casa dos amigos, dos parentes, das confraternizações calorosas, da vida comunitária.

O convite que recebemos é que sejamos, de fato, testemunhas do tempo. Que saibamos acolhê-lo com generosidade e vivê-lo intensamente, ainda que com suas adversidades. Que não percamos a oportunidade de nos refazermos, de recriarmos a realidade, os sentimentos, as atitudes. Que momento rico de não nos perdermos no nosso ativismo frenético, consumidor de energia e saúde! Nunca antes, o nosso olhar se alargou para redescobrir tanto sobre tudo, voltando-se, sobretudo, para Deus.

As coisas simples, antes desprezadas, ganham um valor imensurável. As profissões antes, não tão reconhecidas, merecem a nossa consideração e ainda mais respeito: enfermeiros, garis, motoboys das empresas de delivery etc. A chance que temos é muito preciosa e pode nos levar além, se cessarmos o nosso comportamento reativo.  Há que se aprender muito a fazer da política uma pulsão sem a necessidade de opressão, sem que precise existir um adversário. É hora de nos sentirmos mais iguais do que nunca. O coronavírus não tem fronteiras, preferências sócio-econômicas, de idade, sexo, raça ou cor. A única legítima defesa deverá ser pela vida!

A proposta de algo novo começa no reconhecimento de que o mundo andava barulhento demais! Ousamos percorrer as trilhas do nosso interior para encontrar a esperança viva! Calemos a nossa voz, para ouvirmos a voz de Deus! Deixemos o evangelho penetrar mais fundo em nosso coração. Façamos como as borboletas, que aproveitam o silêncio e o retiro do casulo, para saírem refeitas e fortes. Em tempo, não mais relativizemos a importância da liberdade. E jamais nos esqueçamos da ternura com que somos acolhidos pelo Pai, em sua escolha, para que cada um siga o seu Amor!

 

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