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Nossa memória pode falhar?

Você já parou para pensar na quantidade de informações que recebemos diariamente sobre o mundo? Antigamente escrevíamos uma carta e ela demorava alguns dias para chegar para o destinatário. Hoje basta um clique e a mensagem chega instantaneamente. Isso é muito positivo, porém o volume de informações é tão grande que as vezes nosso cérebro não dá conta de registrar tudo.

A partir disso, ocorrem algumas queixas de memória. Mas devemos ter o cuidado e filtrar as informações mais importantes para não acumular fatos e assuntos irrelevantes. A memória está ligada a atenção e concentração, assim como também há uma relação com a vontade. Quando acreditamos que certo conteúdo é importante para nossa vida temos o cuidado e interesse maior em gravá-lo. Quando não nos interessamos por certos assuntos é normal esquecê-los. Nossa memória é seletiva e tem relação também com nossa emoção.

Estresse, alterações no sono, má alimentação, ansiedade, problemas emocionais e depressão são alguns fatores que influenciam diretamente na memória. Quando os esquecimentos começam a atrapalhar nosso cotidiano devemos sim nos preocupar e investigar qual é a causa.

Todos nós possuímos uma rotina diária, como por exemplo, sair de casa para ir ao curso, ou trabalhar, ou comprar pão. Como se fossem comportamentos automáticos realizados diariamente. Se dentro desta rotina algo é adicionado, como por exemplo, ao comprar pão lembrar um dia de passar na farmácia e comprar um analgésico, você pode se esquecer de passar na farmácia porque seria algo fora da rotina. Para que isso não ocorra o ideal é anotar num papel e guardar perto do dinheiro que vai usar, ou escrever a letra F (farmácia) bem pequena na palma da mão para se recordar, ou colocar um lembrete sobre isso bem visível no local em que vai passar ao ir à padaria. Assim você poderá auxiliar o seu cérebro a se lembrar do item que estava fora da rotina.

A memória de acordo com o tempo de armazenamento é classificada como memória de curto prazo ou longo prazo. O cérebro seleciona o que será importante para ser lembrado futuramente de acordo com a importância que damos à informação. Além da importância, a memória depende do nosso estado de humor e atenção no momento em que a informação é dada para ser consolidada. Devemos estar bem atentos para que a memória se consolide.

A ciência estabelece uma divisão para facilitar o entendimento sobre os tipos de memória. A memória de longo prazo pode ser dividida em declarativa (explícita) e de procedimento (implícita). A memória declarativa é representada pela memória episódica (eventos, acontecimentos na vida de uma pessoa) e pela memória semântica (conceitos, significados, palavras, nomes de objetos, conhecimentos). Sabe-se que a memória explícita, é evocada conscientemente e a memória implícita é inconsciente tendo relação direta com habilidade motora e intelectual. Exemplo: dirigir um automóvel exige muita habilidade motora e fazemos isso automaticamente.

É muito comum a memória de longo prazo se perder caso não seja evocada. Aquilo que se repete constantemente fica bem consolidado na memória de longo prazo. Com o desuso, a memória pode se perder com o tempo.

Portanto, para mantermos uma boa memória, além de dormir bem, manter uma alimentação balanceada é necessário fazer exercícios intelectuais como leituras, palavras cruzadas, exercícios de linguagem entre outros, como também, manter a vida mais organizada com o uso de agendas e bilhetes que são recursos externos que auxiliam nossa memória e reduzem o estresse e a ansiedade.

Débora Guizoli Psicóloga (CRP 04/31433) (Instrutora de Oficina de Memória) Especialista em Gerontologia pela PUC/MG debora@memoriaativa.com.br www.memoriaativa.com.br

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