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Família e novo horizonte pastoral

Papa Francisco: construção de diálogo e acolhida entre sociedade e Igreja

Desde 2013, o Papa Francisco constrói uma abertura de diálogo entre a sociedade e a Igreja. Bispos de todo o mundo foram convocados pelo pontífice para falarem e refletirem abertamente sobre as transformações das famílias e seus desafios atuais. Já em 2017, os jovens foram convidados a responderem um questionário online, com o objetivo de expressarem–se e contarem quem são. A exortação apostólica intitulada “Gaudete et Exsultate” – “Alegrai-vos e exultai” – é a compilação dessas assembleias sinodais.

O padre jesuíta, Luís Corrêa Lima, também professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, acredita que a principal mudança arquitetada por Francisco nos últimos anos, foi o horizonte pastoral, ou seja, como a Igreja pode ir ao encontro das pessoas, as periferias existências. “São aqueles que vivem nas mais diversas formas de conflitos, dificuldades e problemas. ‘A evangelização pode ajudar, curar as feridas e aquecer os corações’, essas são palavras do Papa, mas que tem sido a prática pastoral dele, em relação aos imigrantes e em suas visitas pelo mundo”, explicou.

“A primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por ele, que nos impele a amá-Lo cada vez mais”, Papa Francisco. De acordo com o padre Luís, ainda falta sensibilidade para dor e o sofrimento nas comunidades de fé, para que a Igreja em Saída de Francisco se torne uma prática no dia a dia das pessoas. “Muitas vezes há um apego grande a doutrina e uma leitura rígida em relação a ela. Quando o catecismo da Igreja católica completou 25 anos, o pontífice disse: ‘Não se pode conservar a doutrina sem fazê-la progredir. E nem se pode submetê-la a uma leitura rígida e imutável sem a ilação do Espírito Santo’.

As assembleias sinodais e a recente exortação apostólica contribuíram para abrir os caminhos de Francisco, na avaliação do professor. Essa recente carta apostólica é uma pedagogia do cristão adulto na fé”. Principalmente, no modo de encarar as pessoas que estão em uma situação chamada irregular e também no acesso aos sacramentos, o respeito a autonomia e a inviolabilidade da consciência. “Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”, disse o Papa, no 3º Simpósio sobre a Amoris laetitia, dedicado ao tema “O Evangelho do amor, entre consciência e norma”, relembrou.

Ainda segundo o padre Luís, os sacerdotes podem trabalhar esses caminhos do pontífice enxergando, em primeiro lugar, as pessoas e os passos que elas podem dar. “Não partir da lei, como se fosse uma muralha intransponível. No fundo é saber conciliar o ideal do evangelho com situações concretas. E ajudá-las a encontrar trilhas viáveis”.

Palestra “Família e seus desafios pastorais – caminhos abertos pelo Papa”

Em junho, o padre Luís Corrêa Lima, ministrou a palestra “Família e seus desafios pastorais – caminhos abertos pelo Papa”, na Paróquia São Francisco das Chagas. O encontro, que contou com o apoio do Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu, Ânima da PUC Minas e o Vicariato para Ação Pastoral da Arquidiocese de Belo Horizonte, abordou questões contemporâneas familiares, como os filhos criados pelos avós e tios, mães solteiras, pessoas divorciadas e nulidade matrimonial. O objetivo da reflexão foi estimular o debate e dar uma atenção maior a aqueles que vivem em situações irregulares.

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